O quadro seguinte demonstra claramente os procedimentos que o evangelizador precisa adotar ao planejar uma aula.
Analisemos, em primeiro lugar, os objetivos.
Esses dividem-se em gerais e específicos.
Objetivos gerais são aqueles alcançáveis em prazo mais longo, como, por
exemplo, compreender os princípios
básicos da Doutrina Espírita. Os específicos
são detalhamentos dos objetivos gerais, alcançáveis numa aula ou após pequena
etapa de trabalho, ou seja, num prazo mais curto e que podem ser exemplificados
da seguinte maneira:
·
dizer
o que é reencarnação.
·
explicar
o processo da reencarnação.
Os objetivos específicos de cada aula ou pequena
etapa de trabalho vão levar ao objetivo ou objetivos gerais de uma unidade de
ensino.
Tudo deve funcionar, no planejamento das aulas, de
forma coerente e sequencial para que se obtenham, de maneira regular, os
melhores resultados, compensando assim os esforços despendidos.
Determinados os objetivos gerais da unidade
que vai desenvolver e os específicos de cada aula, o evangelizador deverá
tratar de outro aspecto de suma importância que é o de delimitação do conteúdo
(a matéria a ser dada).
Que significa conteúdo?
Conteúdo
é o que o evangelizador ensina em função dos objetivos gerais e específicos do seu trabalho.
Exemplificando: Se o objetivo específico de uma
aula é explicar o processo da
reencarnação — o conteúdo poderia ser assim determinado: noção de processo; conceito de reencarnação;
fatores que interferem no processo de reencarnação ligados à lei de causa e efeito.
Além
de selecionar o conteúdo em função dos objetivos, o evangelizador vai
levar em conta ainda o nível da classe a
que se destina a matéria de ensino e, em função desse fator, deverá adaptar os
conteúdos selecionados ao seu grupo de alunos e ao que esse grupo já conhece
acerca do assunto.
Recapitulando:
Selecionar os conteúdos em função do aluno (necessidades e possibilidades) e dos objetivos que esperamos alcançar.
Reformador –
julho de 1986, p. 25.


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